10.1.18

Resenha #0053: Jornadas pelo Deserto - Bill Lawrence - Chamada da meia-noite

Olá, pessoal, tudo bem? 

Hoje eu vim trazer uma resenha de um livro que falou profundamente ao meu coração.

Muito.

Muito mesmo.

Ele é aquele tipo de livro parecido com aqueles do John Stott, sabe? Curtos, objetivos e, por incrível que pareça, extremamente profundos.

Vamos conferir? ;) 

(Para assistir ao vídeo, desça até o final da página)


Autor: Bil Lawrence
Editora: Chamada da Meia-noite
Gênero: Vida Cristã
Páginas: 96
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Compre: Site Chamada 

5 Estrelas


Sinopse
O deserto é o templo original de Deus, o lugar onde Ele chamou Seus líderes e formou Seus seguidores. Na Bíblia, nada de ruim vem do deserto. O deserto é uma experiência a ser abraçada, não uma punição a ser evitada. O pensamento popular vê o deserto como algo ruim, algo a ser evitado a todo custo, mas, quando nós entendemos o real significado do deserto, vemos ele como algo difícil, mas positivo.

Assim como Israel seguiu uma linha em zigue-zague através do deserto para a Terra Prometida, também nós devemos seguir uma vida em zigue-zague em direção a frutificação de Deus por nós. 

Na verdade, a vida em zigue-zague é a menor distância para a frutificação nos propósitos de Deus. 

Então, vamos entrar em nossa peregrinação no deserto, não com medo, mas com a antecipação da boa mão de Deus sobre nós, purificando-nos através da Sua santidade ao nos usar para a Sua glória.


Como eu disse, pessoal, esse é um livro pequeno. Pequeno mesmo. Com suas 96 páginas você talvez poderia desdenhar do seu conteúdo. Foi o que eu fiz. Achei que ele não se aprofundaria demais nos tópicos abordados e que seria uma leitura simplista.

Estava enganado.

E como.

Se você já leu algum livro do John Stott, você compreenderá o que estou tentando dizer. Bill Lawrence acertou em cheio ao escrever essa obra. Cada capítulo contém suas 3 ou 4 páginas. São ideais para serem lidos em momentos devocionais, ou, se preferir, você pode devorá-lo em um único dia.

Prefácio:
1. O DESERTO SAGRADO - 13
2. O DESERTO INEVITÁVEL - 19
3. O DESERTO OBRIGATÓRIO - 23
4. O DESERTO DESCALÇO - 29
5. O DESERTO DE ALTO RISCO - 33
6. O DESERTO DOS BENEFÍCIOS - 39
7. O DESERTO DA AUTOCOMISERAÇÃO - 45
8. O DESERTO DE UMA VIDA - 51
9. O DESERTO DA GRAÇA - 57
10. O DESERTO DE UMA ILHA - 63
11. O DESERTO AUTOIMPOSTO - 69
12. O DESERTO DA CRIAÇÃO DE FILHOS - 73
13. O DESERTO DA SORTE - 83
14. O MAIOR DOS DESERTOS - 89

Autor: Bill Lawrence

Logo no prefácio do livro, Bill Lawrence nos apresenta a história de uma família fiel e temente ao Senhor. Após um longo período juntos, o casal decide aumentar a família dando à luz um lindo filho. Com o passar dos anos, o filho entra na adolescência e, para a surpresa da família, o menino começa a desenvolver esquizofrenia. E, mesmo sendo novo, a situação passou a exigir que a mãe abandonasse sua carreira e se dedicasse totalmente ao filho. Em pouco tempo, o casal teve de abandonar todo o serviço da igreja e se dedicar integralmente aos cuidados do filho adoecido.

Se você decidiu ler este livro, conhece várias histórias assim, e talvez esteja vivendo uma semelhante. Pessoas capazes e fiéis encontram-se impotentes e têm suas vidas afetadas por tragédias. Algumas dessas tragédias são resultados de pecados pessoais; outras, de pecados alheios; e outras ainda parecem ser totalmente aleatórias. Aos nossos olhos, eventos assim desafiam a nossa noção da soberania e da própria justiça de Deus.

Página: 8


Em momentos como esse, nos desertos da vida, é que começamos a colocar em cheque tudo em que acreditamos. Não estou falando em dificuldades da vida. Estou falando de "DESERTO". Aquela situação em que você realmente não vê mais saída. Em que não há mais solução. Você decidiu jogar a toalha, se render e, por pior que possa parecer, decidiu também parar de orar. Mas por que Deus nos faz passas por essas situações?

O deserto cumpre vários propósitos, mas gostaria de destacar dois:

descobrir quem somos; descobrir quem Deus é.

Descobrimos quem somos de modo único por meio das nossas reações. No deserto não há disfarces, não há maquiagens.

Página: 9 

A premissa básica do livro é mostrar que, embora tenhamos a tendência de tentar controlar as nossas vidas com as nossas próprias forças, no final Deus é quem tomará as rédeas. Tendemos a achar que podemos administrar a nossa vida como se ela fosse uma reta, indo do local onde estamos diretamente até o local em que queremos estar. Na matemática há um regra que diz: "A menor distância entre dois pontos é uma reta". Talvez funcione nas leis da geometria. Contudo, nas leis de Deus, o "zigue-zague" é quem manda. Pode não ser o menor caminho, mas, com certeza, é o melhor.

Ao tentar controlas as nossas vidas, pioramos o zigue-zague. O maior pecado é tentarmos lutar contra Deus pelo controle ao invés de confiarmos nEle em nossa incerteza.

A lição mais importante que podemos aprender é que somente Deus pode controlar a nossa vida. Precisamos confiar nEle ao longo dos zigue-zagues porque é assim que Deus nos prepara para os desafios que nos trazem satisfação. Enquanto Ele nos guia pelo deserto, precisamos aprender a depender DEle.

Página: 12


Mas o deserto é mesmo assim tão importante para nós? Como podemos provar isso na Bíblia?

Foi no deserto que Deus chamou e enviou Moisés, e lhe deu os dez mandamentos. Foi ali que Deus formou Israel e levou Moisés a criar o Tabernáculo. O deserto foi também onde Deus preparou Davi para ser rei de Sua nação e o protótipo do Seu Filho. Deus também se encontrou com o profeta Elias e preparou João Batista no deserto. O Espírito Santo levou Jesus até o deserto para ser testado, tentado e aprovado, como Moisés. A Palavra também nos diz que o pensamento teológico de Paulo foi desenvolvido e finalizado no deserto.

Página: 13


É difícil aceitarmos que estamos passando por um deserto. Embora não estejamos passando por um deserto físico, podemos perceber que estamos nas mesmas condições espirituais e físicas na qual estaríamos de estivéssemos em um deserto de verdade. Com fome. Com sede. Cansado. Desejando desistir. Voltar para o Egito. Jogar a toalha. Mas talvez se você entendesse o que é e para que serve o deserto em que Deus nos coloca, talvez você teria menos dificuldade de enfrentá-lo.

Quando isso acontece, sabemos que entrando mais uma vez na clínica radiológica de Deus para outra cirurgia cardíaca sem anestesia. Não há como dormir enquanto Deus desobstrui artérias ou substitui válvulas, quanto mais enquanto faz Seus transplantes de coração.

Quando finalmente saímos do deserto e olhamos os rastro de zigue-zague atrás de nós, percebemos que essa realmente era a rota mais rápida que Deus poderia ter escolhido para nossas vidas - na verdade, a única rota pela qual poderíamos passar. Como no caso dos filhos de Israel, o problema não estava em Deus, mas em nós. Se tivéssemos confiado nEle mais prontamente, Ele teria agido mais rapidamente. Se o povo tivesse confiado em Deus desde o começo, Ele os teria levado até a terra prometida em dois anos, e não em quarenta.

Página: 16 e 17


O autor também nos conta que um dos objetivos principais de passarmos pelo deserto árido da vida é para que Deus esquadrinhe os nossos corações. Ele vai usar o versículo de Jeremias 17.10, que diz: "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações."

É fascinante que, quando Deus quer medir a obra das nossas mãos, Ele esquadrinhe nossos corações, não é? Achamos que o que nossas mãos produzem é o principal, mas Ele acha que o que os nossos corações produzem é o mais importante. A realidade do que o que está nos nossos corações só pode ser revelada no deserto.

Página: 22

Um dos objetivos mais claros e mais importantes do deserto na nossa vida não é o sucesso ou o êxito. Deus tem planos completamente diferente dos nossos.


Deus tem um único alvo para nós, e não é sucesso, como muitos pensam ser. 

Concordo que sucesso é muito melhor do que fracasso, mas a pergunta que precisamos considerar é o que é sucesso e quem define isso. 

No fim das contas, Deus define sucesso como "semelhança com Cristo".

Página: 37

Eu poderia ainda citar muitos outros trechos do livro aqui, mas creio que você realmente precisa ler esse livro para finalmente entender um pouco mais sobre os desertos que Deus nos impõe enfrentar. 

O livro não passa uma mensagem triste. Pelo contrário, ele nos faz enxergar que Deus tem um propósito nos desertos da nossa vida, ainda que não percebamos de imediato. Nos últimos capítulos, a autor começa a discorrer de forma muito esperançosa e faz o nosso coração transbordar de alegria. É como se recebêssemos uma injeção de ânimo a cada parágrafo. Amei a leitura e recomendo para todas as pessoas que estão passando por momentos difíceis na vida.

Esse foi uma das melhores leituras do ano de 2017 e, sem dúvida, pretendo reler esse livrinho em 2018. Sobretudo porque ele tocou em pontos da minha vida que estavam precisando de um "toque". Esse livro é um verdadeiro alento para a alma. Pode crer.

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Se desejar ler o primeiro capítulo dessa obra-prima, segue abaixo o link do site da editora para você dar uma lidinha rápida e degustar um pouco da obra.




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