4.5.19

Resenha #151 - O Guardião - Dee Henderson - United Press

Você já ouviu falar em crimes policiais misturados com teologia?

Essa é a famosa Série "O'Malley". 

Então, vamos conferir? ;)




Título: O Guardião
Autor: Dee Henderson
Editora: United Press (Selo da Editora Hagnos)
Gênero: Ficção
Páginas: 384
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Compre: Americanas


5 Estrelas


Sinopse

O presidente fez sua indicação para a Suprema Corte. Um juiz federal foi assassinado. Há uma única testemunha ocular do crime. Agora, a vida dela está em risco e apenas uma pessoa é capaz de mantê-la a salvo. Neste ambiente marcado pela insegurança, O Guardião apresenta uma missão em que o risco é inevitável e um relacionamento, intransferível. Impossível não arriscar tudo para chegar ao desfecho deste caso.





A Série O'Malley é um conjunto de 7 livros de crimes policias. Cada livro conta a história de um irmão diferente. Ao total são 7 irmãos que foram abandonados em um orfanato. Por causa disso, decidiram se unir e criar uma família adotiva. Nenhum deles é irmão de sangue um do outro, mas cada um deles trata um ao outro como se fossem uma família genuína de sangue. Esses são os irmãos e suas respectivas profissões:

Kate O'Malley - Negociadora de Reféns [Clique aqui para ler a Resenha]
Marcus O'Malley - Delegado da Polícia Federal
Stephen O'Malley - Paradmédico
Jennifer O'Malley - Pediatra
Rachel O'Malley - Psicóloga especializada em traumatologia
Jack O'Malley - Bombeiro
Lisa O'Malley - Patologista Forense

Cada livro da série conta a história de um dos irmãos O'Malleys. O livro 2, intitulado "O Guardião" narra a história de Marcus O'Malley.

O Crime
O juiz Carl Whitmore foi assassinado. Após retornar para o seu quarto de hotel, Connor Gray já estava lá esperando-o pacientemente com seu revólver em mãos. Assim que entrou, Connor acertou-o em cheio com um tiro no peito. Mas ele não contava com a repentina presença de uma testemunha ocular do crime: Shari Hanford. Inesperadamente, Shari abre a porta de intercomunicação que ficava entre o seu quarto e o do amigo Carl. Agora, Connor precisava se livrar de Shari também. Mas ele erra os três tiros e acaba alvejando o irmão de Shari, Joshua Hanford, e também o seu pai. Prevendo que seus planos haviam saído parcialmente errado, Connor decide fugir deixando para trás um crime que, se não fosse pelo repentino aparecimento de Shari Hanford, teria certamente sido o crime perfeito.

Marcus é o degelado de Polícia Federal. Ele é contratado para cuidar da Shari enquanto eles traçam o plano e buscam evidências para encontrar quem foi o assassino do idoso magistrado. Esse deveria ser um crime perfeito. Não havia rastros, nem pegadas, nem pistas, nem nada que pudesse denunciar Connor. A não ser pelos estilhaços do copo de vidro no carpete do quarto 3123. O criminoso havia lançado uma taça de vidro contra a parede, que em seguida se estilhaçou no chão. Ao pegar os cacos de vidro com as mãos, uma lasca de sangue do delinquente ficou presa a um dos cacos. Havia uma pequena chance de encontrar uma equivalência de DNA. Bem pequena.
Droga! Connor não deveria ter perdido a paciência com aquela taça!

Connor Gray decidiu assassinar o juiz Carl Whitmore devido ao fato de ele ter sentenciado a pena de morte o seu irmão, Daniel Gray, 12 anos atrás. Até que Connor não tinha a intenção de se vingar, mas quando o senado publicou uma lista de prováveis juízes que concorreriam ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, Connor não aguentaria ver o seu antigo desafeto em um posto tão nobre. Connor tinha um plano. E não poderia falhar.

A Religião 
Marcus tem um problema com orações não respondidas. Quando ele era ainda criança, sua mãe adoeceu devido a uma crise de pneumonia. Marcus tinha apenas 12 anos. Ele orou. Ele confiou em Deus. Ele realmente creu que Deus poderia curar e salvar suas querida mãe. Mas ela acabou morrendo. E com ela se foi toda a esperança e fé do pequeno Marcus. Agora ele já é um adulto formado e trabalha para a delegacia de polícia de Washington, e é a descrença em pessoa. Marcus não acredita mais em Deus nem no poder da oração. Marcus acha que a oração apenas alimenta falsas esperanças nas pessoas. Quando oramos e, por coincidência, coisas boas acontecem, damos todo o crédito a Deus por sua bondade e por ter nos ouvido, mas quando tudo sai errado, saímos machucados e pior do que estávamos quando começamos a orar. Orar é uma grande perda de tempo. É apenas uma falsa sensação de esperança que pode nos ajudar ou não a superar uma crise. Depois de inúmeras orações não respondidas, não vale mais a pena perder o tempo falando com um Deus que simplesmente não se importa. Marcus tem um sério problema com orações não respondidas. Assim como muitos de nós.

O Desfecho
Nos livros "Danger in the Shadows" e "A Negociadora" o final do livro só é totalmente explicado nas últimas páginas. Nesse livro a autora fez algo totalmente diferente. O leitor já fica ciente de quem é o assassino desde o início do livro, tendo apenas que acompanhar os personagens do enredo na busca pelas pistas e provas que levam ao criminoso. Achei interessante o fato de sabermos de antemão quem é o assassino. Foi uma experiência diferente e muito mais empolgante. No começo vemos como todo o plano foi maquiavelicamente arquiteto dentro do quarto do hotel e como o juiz foi alvejado por Connor Gray dentro do seu quarto. É como se estivéssemos lá dentro do quarto, acompanhando tudo como se fôssemos um dos personagens do livro. Foi simplesmente incrível!

Minha opinião
Eu havia dado 3 estrelas para o livro "Danger in the Shadows" e 4 estrelas para o livro "A Negociadora", mas essa obra realmente mereceu 5 estrelas. O crime foi muito bem arquitetado e tudo foi muito bem explicado, diferente dos crimes anteriores. Não ficou nenhuma ponta solta sem explicação. A melhor característica do livro são os "twists" que a autora criou. Metade de um capítulo está narrando os policiais em busca de provas contra Connor Gray, enquanto a outra metade narra o próprio Connor traçando a segunda parte do plano: Eliminar Shari Hanford e acabar com o único vestígio de pista deixado para trás. Eu fiquei tão vidrado na história que cheguei a ler as últimas 200 páginas em uma única manhã, praticamente metade do livro!

A impressão que tive foi de que a autora deva ter trabalhado grande parte da sua vida como policial, patologista forense ou no departamento de investigações criminais dos Estados Unidos. Puxa, como ela pode ter escrito tantos detalhes criminológicos dessa maneira? Houve uma parte do livro em que ela dedica um capítulo inteiro a uma investigação forense dentro do quarto supostamente utilizado pelo assassino para trocar de roupa, tirar a peruca, implantar um bigode falso e esconder a arma do crime. As descrições e os diálogos da patologista forense, Lisa O'Malley, são tão verossímeis que parecem ter sido extraídas de um evento real de criminalística. Esse livro é digno de um episódio de "CSI" ou Havaí 5.0" ou até mesmo "NCIS". Foi um grande crime!

Essa foi a resenha do 2° volume da Série O'Malley traduzido para o português. Vou fazer uma pausa na leitura dessa série por um tempo para me dedicar a outras leituras, e em breve voltarei com a resenha dos próximos volumes "A Investigadora", "O Protetor" e "A Reconciliadora".

Aguardem e visitem o blog "Resenhas Cristãs" para conferir nossas resenhas toda semana. :)


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