31.1.19

Resenha #135: A Noiva de Cristo - Charles Swindoll

Para que serva a Igreja?
Por que ela foi criada?
Faria diferença se ela não existisse?

Então, vamos conferir? ;)




Título: A Noiva de Cristo
Autor: Charles Swindoll
Editora: Vida
Gênero: Eclesiologia
Páginas: 252
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4 Estrelas

Sinopse

Quando ela entra no templo, todos os olhares se voltam para contemplá-la. Seu rosto reflete um brilho triunfal. Ela está nos eus dia de glória e de felicidade plena. Ela é a noiva.

Charles Swindoll lembra-nos que Cristo também tem sua noiva. A amada do seu coração é a Igreja. Contudo, muitos na Igreja de Cristo parecem ter perdido essa perspectiva. Escaramuças sem importância e briguinhas internas dentro de nossas próprias fileira estão drenando nossa energia.

A gratificação instantânea está substituindo depressa os alvos eternos. O plano que Deus estabeleceu para a Igreja está sendo eclipsado por atividades que vão de espúrias a escandalosas.

Este livro nos dá uma boa visão da Noiva de Cristo, e nos ajuda a compreender o que a igreja deveria ser. Seu autor oferece ideias para revitalizar a Igreja dos dias atuais. Tendo permanecido no pastorado por quase três décadas, Swindoll teve amplas oportunidades de testá-las. Elas funcionam. Leitura indispensável para quem tem compromisso com o Noivo.



A escolha da leitura desse livro não estava, originalmente, nos meus planos de leitura para esse ano. Tenho muitos outros livros para ler, incluindo alguns na lista de prioridades. Contudo, vou explicar porque acabei pegando-o para ler.

Comecei a ler esse livro devido à minha atual procura por uma nova congregação. No momento estou à procura de uma congregação bíblica, e confesso estar tendo dificuldades para achá-la. Contudo, Swindoll sempre nos confronta com sua escrita prática sobre assuntos tabus. E dessa vez não foi diferente.

Vamos dar uma olhada no sumário:

1. Nosso propósito
2. Nossos objetivos
3. Um interesse genuíno pelos outros.
4. Um estilo contagiante.
5. A diferença entre a Mentalidade Metropolitana x Comunitária
6. O que muda e o que não muda
7. Ministrando nos últimos dias
8. Permanecendo prontos até a hora de largar
9. O valor da integridade
10. Restaurando o respeito pelo ministério.

O que você responderia se eu lhe perguntasse qual é o propósito da Igreja? Aqui vão algumas possíveis respostas:

A) Levar o evangelho aos perdidos
B) Ter a oportunidade de participar de cultos e instrução regulares
C) Dar esperança aos que sofrem
D) Ser um farol para a comunidade
E) Orar
F) Edificar os santos
g) Enviar o evangelho para todo o mundo através do apoio missionário.

Essas são algumas das funções da Igreja. Contudo, elas não representam o objetivo principal. A igreja foi criada para glorificar a Deus. O autor passa todo o primeiro capítulo tentando provar isso à luz das Escrituras.


No capítulo 2 o autor nos mostra 10 declarações acerca do ministério que são essenciais àqueles que trabalham ativamente como ministros ou líderes:

1. O fundamento do ministério é o caráter
2. A natureza do ministério é o serviço.
3. O motivo do ministério é o amor.
4. A medida no ministério é o sacrifício.
5. A autoridade do ministério é a submissão.
6. O propósito do ministério é a glória de Deus.
7. As ferramentas do ministério são a Palavra de Deus e a oração.
8. O privilégio do ministério é o crescimento.
9. O poder do ministério é o Espírito Santo.
10. O modelo do ministério é Jesus Cristo.

Que verdades preciosas! Se todos os ministérios e pastores modernos anotassem essas 10 declarações em suas agendas e a lessem diariamente, raramente algum deles cairia do pecado do orgulho ou da soberba! 

Swindoll  também nos mostra as diferenças entre igrejas metropolitanas (gigantes) e comunitárias (pequenas". São analisados os perfis de ambas as igrejas. Ele nos leva a considerar as características de cada modelo e tomar uma decisão calma e sábia sobre a qual modelo de congregação queremos pertencer. Normalmente há preconceitos com respeito às mega igrejas, no sentido de que elas não dão atenção aos membros. Ou ainda, igrejas pequenas demais são, necessariamente, desorganizadas e medíocres. Mas não é verdade. Embora existam, de fato, igrejas com essas características. O modelo de igreja ideal não existe, mas sim o modelo que mas se adapta às suas necessidades. Quer entrar e sair sem ser percebido? Vá para uma mega igreja. Quer ser amigos de todos, apertar a mão do pastor após o culto e participar ativamente dos ministério? Vá a uma pequena/média. Simples.

Quando lhe perguntarem a que igreja você pertence, não diga:  "Batista", "Presbiteriana" ou "Assembleia". Eis uma resposta excelente:

"Somos uma igreja que é bíblica no conteúdo, autêntica na natureza, graciosa na atitude e relevante no enfoque. Esse é o nosso estilo."

O livro, como todos do autor, é recheado de histórias e ilustrações que nos ajudam a compreender verdades bíblicas poderosas. Como sempre, os livros do Swindoll têm o poder de renovar nossa esperança nesse mundo podre e caído. 
 







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